OMS faz novas recomendações contra o tabaco

Os governos devem se empenhar mais para proteger funcionários de bares, restaurantes e locais de entretenimento do fumo passivo, e para restringir a publicidade e os patrocínios da indústria do tabaco, disse a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira.

STE, REUTERS

26 de fevereiro de 2010 | 20h44

Os países em desenvolvimento são as novas fronteiras das indústrias de cigarro, que costumam mirar especialmente mulheres e meninas, e os índices de tabagismo continuam elevados entre as pessoas pobres de países ricos, segundo a agência.

O fumo mata mais de 5 milhões de pessoas por ano no mundo, em decorrência de doenças cardiovasculares, câncer, diabete e outras enfermidades crônicas. Do total de vítimas, segundo a OMS, 600 mil são vítimas do fumo passivo.

"O mais alarmante de tudo é que o uso do tabaco está na verdade aumentando em muitos países em desenvolvimento. Se o Grande Tabaco (grandes empresas) está recuando em algumas partes do mundo, está em marcha em outras", disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, numa reunião para avaliar a implementação de um importante tratado sobre o assunto que entrou em vigor há cinco anos.

"Todos nós sabemos que a indústria do tabaco é cruel, enganadora, rica e poderosa", completou ela.

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