OMS irá propor que Brasil aumente produção de vacinas

Depois do surto de febre amarela, a organização se deu conta de que seus estoques não são suficientes

Jamil Chade, Agencia Estado

27 Fevereiro 2008 | 15h56

A Organização Mundial da Saúde (OMS) irá propor novo acordo com o governo brasileiro para ampliar a produção de vacinas contra a febre amarela, financiando a compra de milhões de doses até o final do ano.   Depois do surto no Brasil e no Paraguai, a agência mundial de saúde se deu conta de que seus estoques não estão sendo suficientes para lidar com crises e ainda manter as campanhas de vacinação na África e América Latina. "Chegamos a uma situação crítica. Há uma instabilidade e fragilidade no sistema", afirmou Michael Ryan, diretor do Departamento de Alerta a Epidemias da OMS.Segundo Ryan, a entidade tem hoje apenas 6 milhões de doses nos estoques, depois de ter emprestado 4 milhões para o Brasil e 2 milhões para o Paraguai nas últimas três semanas.   A agência de saúde garante que o Brasil irá restituir as doses até abril, mas mesmo assim prevê que a comunidade internacional precisará contar com uma base maior. "Teremos um orçamento de US$ 58 milhões para comprar vacinas dos únicos três fornecedores existentes no mundo que estão certificados: Farmanguinhos, Instituto Pasteur (Senegal) e Sanofi", explicou Ryan. "Nossa idéia é triplicar os estoques, mas, para isso, precisamos que os laboratórios produzam mais", explicou.

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