OMS pede doações de sangue para combater morte materna

A agência da ONU diz que 125.000 mulheres sangram até morrer durante o parto no mundo, a cada ano, o que faz dessa a principal causa de morte materna

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 17h05

Cerca de 125.000 mulheres sangram até a morte durante o parto a cada ano, o que faz da hemorragia a principal causa de mortalidade materna, informa a agência de saúde das Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao anunciar uma iniciativa para aumentar o acesso das gestantes e parturientes a sangue seguro, a OMS disse que mais de 500.000 mulheres morrem durante a gestação, o parto ou no período pós-parto. Praticamente todas essas mortes se dão na África e na Ásia."Precisamos fazer tudo o que pudermos para melhorar as chances das mulheres durante e após o parto", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.Se a tendência atual perdurar, a ONU fracassará na meta de reduzir a taxa de mortalidade materna até 2015, disse Chan.A nova iniciativa é parte de um programa Amis amplo de segurança do sangue, que tem por objetivo garantir acesso universal a transfusões seguras de sangue.Dos 20 países com maiores taxas de mortalidade materna, 19 estão na África subsaariana, onde 1 em cada 16 gestantes morrem de complicações da gravidez ou do parto. Nos países ricos, a taxa é de 1 por 2.800.Como parte da campanha, a OMS tentará ajudar os países a aumentar as doações voluntárias de sangue e garantir a coleta segura, triagem por qualidade e uso racional do sangue, para enfrentar as complicações da gravidez. A organização assessorará governos quanto à criação de bancos de sangue e de campanhas informativas para encorajar a doação.A OMS pede que os países se valham de doações de sangue voluntárias e gratuitas para garantir um suprimento seguro e suficiente. Em todo o mundo, as maiores taxas de contaminação vêm de doadores que trocam sangue por dinheiro ou outras formas de remuneração."Pessoas que ganham para doar sangue têm maior probabilidade de mentir". disse Daniela Bagozzi, porta-voz da divisão de tecnologia e farmácia da OMS. "Quem dá sangue por razões altruístas tem menos probabilidade de mentir sobre comportamento sexual de risco".

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