Onda de violência mata ao menos 100 em quatro dias no Quênia

Naivasha, a 60km de Nairóbi, foi palco de tumultos e mortes; grupo de jovens teria incendiado prédio em Nairóbi

Da BBC Brasil, BBC

27 de janeiro de 2008 | 14h35

O Quênia voltou a ser palco da violência tribal neste domingo, 27, com episódios brutais ocorrendo na cidade de Naivasha, a cerca de 60 km da capital, Nairobi. Segundo informações ainda desencontradas, um grupo de jovens bloqueou a principal via da capital e atacou outras pessoas com facões. Cerca de nove pessoas teriam morrido queimadas após o episódio. O correspondente da BBC em Nairóbi, Adam Mynott, disse que a TV local está transmitindo a notícia de que cerca de 20 pessoas teriam morrido em um prédio incendiado pela multidão. A informação ainda não foi confirmada por funcionários da Cruz Vermelha nem da Organização das Nações Unidas trabalhando em campo. Fontes do correspondente em Naivasha dizem que jovens estão perpetrando a violência na cidade como vingança por ataques realizados em suas comunidades nas semanas que se seguiram às eleições, há um mês. Cerca de 100 pessoas já morreram nas proximidades de Naivasha e Nakuru desde que a atual onda de violência começou, na quinta-feira. O conflito se agudiza no momento em que o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, mantém encontros com autoridades quenianas para tentar de mediar uma solução para a crise eleitoral. A votação foi realizada há exatamente um mês, mas o país sigue dividido em relação aos resultados que opuseram o atual presidente Mwai Kibaki e seu rival, Raila Odinga. Os conflitos já deixaram pelo menos 750 pessoas mortas e outras 250 mil sem teto. No sábado, Kofi Annan visitou as cidades do vale, e descreveu as cenas que testemunhou como "um grande e sistemático abuso de direitos humanos". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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