Ondas gigantes causam danos em Noronha

Um porto no arquipélago foi interditado, após um 'pequeno tsunami' afundar barcos e inundar bares e barracas de praia; ninguém ficou ferido

ANGELA LACERDA / RECIFE, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2013 | 02h08

O Porto de Santo Antônio, no Arquipélago de Fernando de Noronha, foi interditado ontem depois de ondas de 5 metros terem afundado, na noite de anteontem, cinco barcos que estavam ancorados no local, longe da costa. A praia do porto amanheceu com alguns pedaços das embarcações que naufragaram.

As fortes ondas, provocadas por um fenômeno chamado swell, também inundaram bares e barracas da praia, destruindo utensílios, como geladeiras.

Os danos foram unicamente materiais e ninguém ficou ferido, de acordo com o administrador-geral da ilha, Romeu Neves Baptista. "As ondas atingiram mais de 5 metros, chegando a cobrir o molhe", relatou.

Comparado a "um pequeno tsunami" pelo engenheiro de pesca Leo Veras, que testemunhou o episódio, o swell é uma incidência característica da região, ocorrendo no período de novembro a março. Nem sempre surge com rigor. "Nos últimos três anos, sua incidência foi fraca", afirmou o major Sidnei Cavalcanti, do Corpo de Bombeiros.

Resultado da propagação da energia de uma grande tempestade oceânica em forma de ondas, este swell se originou de uma tempestade iniciada na Costa Leste dos Estados Unidos que se propagou para o Atlântico Sul.

Transferência. Além das cinco embarcações afundadas - a perda foi total -, outras três se soltaram com o agito do mar e foram recuperadas. Outros dez barcos que estavam fora do mar, na faixa de areia, para conserto e manutenção, foram transferidos para a Praia do Sueste, do lado oposto da ilha - região não atingida pelas fortes ondas. A Praia do Sueste integra a área de preservação ambiental do Arquipélago de Fernando de Noronha e não pode receber embarcações.

Baptista destacou a importância da reforma realizada há um ano e meio - reforço e ampliação do molhe do Porto de Santo Antônio - para enfrentamento do fenômeno. "A intensidade deste swell foi a maior registrada nos últimos dois anos, mas a obra resistiu bem", disse.

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