ONG acusa Farc por alto número de mortos por minas

HRW diz que grupo faz da Colômbia país com mais mortes por esse tipo de arma.

Jeremy McDermott, BBC

26 Julho 2007 | 11h44

A organização Human Rights Watch, baseada nos Estados Unidos, acusou os rebeldes das Farc de fazer da Colômbia o país com maior número de vítimas de minas terrestres do mundo. Principal grupo guerrilheiro do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia costumam colocar minas terrestres em áreas civis. Segundo a organização humanitária, o número de pessoas que morrem vítimas de minas passou de menos de 300, em 2001, para mais de mil, no ano passado. Isso equivale a três mortes por dia causadas apenas por esse tipo de explosivo, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. As Farc divulgam números diferentes: 66 mortos em 2000 e mais de 300, no ano passado. Cada vez mais "empurrados" para as zonas de selva pelas forças de segurança, os rebeldes espalham as minas para proteger as suas rotas de movimentação e os seus laboratórios de droga. Os guerrilheiros têm aperfeiçoado a produção de minas caseiras com materiais baratos como tubos de PVC e seringas, o que pode baixar o custo de cada armamento deste tipo para até US$ 15 (cerca de R$ 28). A Human Rights Watch detalhou os danos causados por esse tipo de arma, não só nas forças de segurança como entre civis. A organização destacou especialmente o risco para as crianças, que podem acionar os explosivos acidentalmente ao brincarem nas florestas e campos perto de suas casas. Há poucos mapas indicando a localização das minas. Além disso, as versões caseiras contêm pouco metal, o que faz com que sejam extremamente difíceis de detectar e, por outro lado, facilmente acionáveis. Até mesmo um cão farejador pode detonar uma mina. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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