ONG quer remoção de humanos para salvar tigre da extinção

A ONG indiana Centro para aCiência e o Meio Ambiente (CSE) insistiu com o governo paradesenvolver medidas urgentes que contribuam para a salvação dotigre, e que incluem a transferência de 19.000 famílias que vivem nocoração das reservas da espécie. Em entrevista coletiva, a diretora do CSE, Anita Narain,ofereceu uma série de recomendações à recém-criada Autoridade deConservação do Tigre, para que lute contra a "combinação mortal" queformam a caça clandestina e a ira das pessoas que vivem nos arredores dos hábitats doanimal. Segundo o último censo disponível, na Índia há 3.642 tigres, dosque aproximadamente a metade vive nas 28 reservas existentes, ecompartilham esses espaços com cerca de 19.000 famílias, localizadasem 273 povoados. O custo para deslocar essas pessoas, de acordo com os dados doCSE, supera os 570 milhões de euros, e quase se quadruplica se foremlevadas em conta as 66.000 famílias que vivem em áreas próximas àsreservas. Pelo menos no papel, a Índia tentou, durante os últimos 30 anosrealocar esses habitantes em outras áreas, mas os resultados,segundo denunciou Narain, foram pobres: embora os moradores de 80povoados tivessem abandonado as áreas de reserva, muitos delesvoltaram, por causa das más condições dos novos assentamentos. "É preciso considerar as necessidades das pessoas, porque uma máestratégia de realocação é má para a conservação e, portanto, má paraos tigres", assinalou Narain.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2006 | 17h24

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