ONGs serão protagonistas da Rio+20, diz Fritjof Capra

O protagonismo na Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, será das ONGs e não dos governos, avalia o físico austríaco Fritjof Capra, no Brasil para um ciclo de palestras sobre sustentabilidade.

RIO, O Estado de S.Paulo

29 Março 2012 | 03h03

"Quando falam da ausência de foco na Rio+20, penso que é sobre as negociações dos governos. Não há vontade política para fazer as mudanças drásticas necessárias", diz. Para ele, as "novas ideias" vêm de ONGs. "A parte mais importante da Rio+20 será o encontro das ONGs e dos movimentos de ocupação. O problema ambiental é também social e econômico."

Fundador do Center for Ecoliteracy em Berkeley, Califórnia, e autor do best-seller O Tao da Física, ele avalia que a Alemanha poderá se tornar líder mundial em energias renováveis até o fim da década. "O grande desafio é ir além dos combustíveis fósseis."

Ele defende soluções sistêmicas e econômicas para a produção agrícola no Brasil, privilegiando a agricultura orgânica em pequenas comunidades. E diz que, embora considerável parcela do sucesso econômico brasileiro esteja relacionado às monoculturas, as atuais práticas adotadas não são sustentáveis. Uma mudança de percepção traria como resultado um menor gasto com energia e o cultivo de alimentos mais saudáveis. / HELOISA ARUTH STURM e FELIPE WERNECK

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