ONU ainda não vê necessidade de corredor humanitário na Síria

As propostas da França de "corredores humanitários" na Síria para ajudar civis afetados por oito meses de conflitos não são justificadas pelas necessidades humanas identificadas até agora no país, disse a coordenadora humanitária das Nações Unidas.

REUTERS

26 de novembro de 2011 | 12h36

Valerie Amos disse que três milhões de pessoas foram afetadas pela insurreição contra o presidente Bashar al-Assad, e que a Síria tinha buscado apoio para 1,5 milhão de pessoas.

"Muitas sugestões têm sido feitas sobre como fornecer assistência aos sírios afetados pela insurreição", disse ela, referindo-se às propostas de corredores humanitários.

"No momento, as necessidades humanitárias identificadas na Síria não justificam a implementação de qualquer destes mecanismos", afirmou, acrescentando que a ONU não conseguiu ter uma compreensão clara das necessidades devido ao pessoal internacional limitado operando na Síria.

A ONU diz que mais de 3.500 pessoas foram mortas em conflitos por protestos contra o governo de Assad. A Síria acusa grupos armados de terem matado 1 mil soldados e policiais.

A proposta de corredores humanitários na Síria foi feita pela França na quarta-feira, na primeira iniciativa do Ocidente de intervenção no território sírio.

A ideia seria ligar os centros civis do país às fronteiras da Turquia e do Líbano, para a costa do Mediterrâneo ou a um aeroporto, permitindo suprimento humanitário aos necessitados.

(Por Dominic Evans)

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