ONU alerta para falta d´água potável para crianças no Iraque

As agências da ONU que trabalham no Iraque alertaram nesta quinta-feira, 22, Dia Mundial de Água, que a escassez permanente de água potável favorece a aparição de novos casos de diarréia, a segunda causa de mortalidade entre os menores do país."As crianças iraquianas são particularmente vulneráveis à diarréia, que pode matar facilmente ou provocar desnutrição severa e problemas no crescimento", explicou o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Iraque, Roger Wright, em comunicado divulgado nesta quinta em Genebra.A interrupção do serviço de provisão de água por meio de caminhões-pipa em Bagdá por causa da falta de fundos favoreceu a aparição de novos casos da doença três meses antes do início da "estação da diarréia", indicou Wright.As agências da ONU dizem que o uso de caminhões-pipa é "caro, mas freqüentemente uma solução imprescindível a curto prazo para superar a escassez de água" e evitar a propagação de doenças como cólera, febre tifóide e diarréia.A ONU lembrou que, além disso, o governo iraquiano reconheceu que a infra-estrutura local não será capaz de fornecer a mesma quantidade de água que as cisternas, até pelo menos nos próximos 18 meses.A representante no Iraque da Organização Mundial da Saúde (OMS), Naeema al-Gasser, disse, através do comunicado conjunto, que "o governo iraquiano deve intensificar seus esforços para garantir o abastecimento contínuo de água potável e serviços de saneamento".No entanto, as agências asseguraram que, apesar das circunstâncias, o "Iraque conteve extremamente bem os focos de doenças transmitidas pela água, em particular o cólera".Nesse sentido, elas apontaram que a criação de uma rede de laboratórios para o controle da qualidade de água reduziu o risco de contrair doenças, de modo que no último ano não foi registrado nenhum caso de cólera, ao mesmo tempo que caiu a incidência da febre tifóide.

Agencia Estado,

22 de março de 2007 | 18h35

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