ONU aplica mais sanções à Coreia do Norte

O Conselho de Segurança da ONU anunciou nesta quinta-feira sanções contra cinco organizações da Coreia do Norte e cinco cidadãos norte-coreanos por envolvimento nas atividades nucleares de mísseis balísticos do país.

PATRICK WORSNI, REUTERS

16 Julho 2009 | 19h42

A transferência para a Coreia do Norte de dois produtos relacionados com armas também será proibida pela medida, anunciada pelo embaixador da Turquia na ONU, Fazli Corman, presidente do comitê do Conselho de Segurança encarregado das sanções à Coreia do Norte.

As organizações afetadas incluem o Escritório Central de Energia Atômica da Coreia do Norte e quatro tradings. As pessoas são o diretor do Escritório, Ri Je-son, duas outras autoridades do campo nuclear e dois diretores de tradings.

A medida, de cumprimento obrigatório por todos os 192 Estados membros da ONU, impõe o congelamento dos bens de todas as organizações e pessoas listadas e proibição de viagens para os cinco norte-coreanos citados. Trata-se de uma ampliação de um banimento anterior, no qual estavam incluídas apenas duas empresas e um banco envolvidos nos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte.

A venda de armas é uma fonte essencial de moeda estrangeira para o país, que tem um PIB anual de cerca de 17 bilhões de dólares e uma economia falida, que produz poucos produtos de exportação.

Analistas dizem que as novas medidas da ONU vão dificultar ainda mais o comércio norte-coreano de armas, mas provavelmente não vão dissuadir seus clientes, entre os quais o Irã, que mostraram pouco interesse em se unir aos planos internacionais de punir a Coreia do Norte.

O Conselho de Segurança já havia ampliado as sanções contra o país em uma resolução de 12 de junho em resposta ao teste nuclear realizado em 25 de maio na Coreia do Norte. O texto pedia ao comitê, no qual estão representados todos os 15 membros do Conselho, incluindo a China, a nação com mais contatos com o governo norte-coreano, para acrescentar mais nomes à lista de sanções.

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