ONU condena ataque a missão no Sudão

Assalto a militares da União Africana matou dez soldados; 50 estão desaparecidos.

Amber Henshaw, BBC

01 de outubro de 2007 | 15h38

A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou com veemência o ataque a uma base da União Africana na região de Darfur, no oeste do Sudão, que deixou dez soldados mortos e sete feridos. Há notícia de que 50 soldados estão desaparecidos.A ONU expressou indignação diante da dimensão sem precedentes do ataque na cidade de Haskanita, no sul de Darfur. Ele é tido como o pior episódio para a missão de paz desde sua chegada em 2003.Um grupo numeroso de homens armados a bordo de 30 veículos atacou a base militar na noite de sábado.As forças da União Africana tentaram se defender sem grande resultado e a base foi saqueada e danificada. Um porta-voz do movimento rebelde Justiça e Igualdade disse à BBC que a invasão foi liderada por três dissidentes de seu grupo e outros militantes que se separaram do Exército de Libertação do Sudão.O incidente ocorreu horas depois da chegada de um grupo de figuras ilustres liderados pelo arcebispo sul-africano Desmond Tutu, que está no Sudão para pedir paz em Darfur.O grupo - também integrado pelo ex-presidente americano Jimmy Carter, pela ex-primeira dama de Moçambique, Graça Machel, entre outros - deverá se reunir com o presidente sudanês, Omar al-Bashir nesta segunda-feira.Cerca de 7 mil soldados da União Africana participam da missão em Darfur e têm enfrentado dificuldades para proteger a população civil.O Conselho de Segurança das Nações Unidas já aprovou o envio de uma missão de paz de 26 mil soldados para reforçar o contingente da União Africana.Pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e cerca de 2 milhões tiveram de deixar suas casas desde o início do conflito entre o governo sudanês - acusado de apoiar milícias muçulmanas, chamadas Janjaweed, que atacaram vilarejos de Darfur - e rebeldes contrários ao governo de Cartum. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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