ONU denuncia ação de esquadrões da morte em SP

O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para Execuções Extrajudiciais, Philip Alston, demonstrou preocupação com a atuação dos esquadrões da morte em São Paulo. Segundo ele, em 2008, o Estado registrou 97 vítimas destes grupos e 61 no ano passado.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

01 de junho de 2010 | 18h14

O relatório de Alston cita ainda o assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues, que investigava os esquadrões, e foi executado a tiros em 2008. Alston elogiou a prisão de 14 policiais, que integrariam um grupo de matadores conhecido como "Highlanders". O grupo decapitava as vítimas para dificultar a identificação.

O relator atestou no relatório de 2010 que as execuções extrajudiciais no País continuam generalizadas e que o número de criminosos mortos em confronto com as forças policiais permanece inaceitável. Segundo ele, os policiais do Rio e de São Paulo mataram em serviço 11 mil pessoas, entre 2003 e 2009. O relatório aponta ainda que nenhuma das 33 recomendações anteriores foram cumpridas integralmente pelas autoridades brasileiras e classifica como "medonha" a situação dos cárceres no País.

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