ONU propõe combinar PIB e 'capital natural'

A variação do Produto Interno Bruto (PIB) - uma forma tradicional de medir o crescimento econômico das nações - do Brasil e da Índia observada nas duas últimas décadas (aumento de 34% e 120%, respectivamente) não leva em conta o declínio do capital natural - a soma dos recursos de um território, de florestas e minerais a combustíveis fósseis - nesses países (queda de 46% e 31%, respectivamente).

O Estado de S.Paulo

29 Março 2012 | 03h03

Esse foi o mote de uma apresentação de especialistas ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) feita ontem em Londres, durante o evento Planet under Pressure (Planeta sob Pressão).

Para esses cientistas e economistas, o foco no capital econômico é sinal de miopia. "A pesquisa feita no Brasil e na Índia ilustra por que o PIB é inadequado e enganoso como índice de progresso econômico em uma perspectiva de longo prazo", disse Anantha Duraiappah, diretor executivo do Programa de Dimensões Humanas da Universidade das Nações Unidas.

Os especialistas calcularam também a "riqueza inclusiva" do País, combinando o capital natural, humano e de produtos manufaturados. Em 20 anos, o Brasil avançou apenas 3% nesse índice.

Entretanto, não é surpresa que as nações em desenvolvimento apresentem resultado pior do que as desenvolvidas, pois as primeiras ainda têm capital natural para gastar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.