Operação antiterror deixa 15 mortos no Sri Lanka 

Operação antiterror deixa 15 mortos no Sri Lanka 

Autoridades disseram que os extremistas explodiram a casa onde estavam escondidos, matando 6 crianças e 3 mulheres, durante uma operação policial

Agências internacionais, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2019 | 06h00

Uma operação policial contra terrorista terminou em uma nova tragédia ontem no Sri Lanka. Cercados pelas forças de segurança, os extremistas explodiram a casa onde estavam. Ao todo, 15 pessoas morreram, entre elas 6 crianças e 9 mulheres. 

Pouco antes, autoridades haviam recebido um alerta sobre a existência de um possível esconderijo de pessoas ligadas aos atentados do Domingo de Páscoa, contra igrejas e hotéis de luxo, que deixaram mais de 250 mortos e 500 feridos. Os suspeitos estariam escondidos em uma casa na cidade de Kalmunai, no leste do país.

Assim que as forças de segurança chegaram, os terroristas começaram a atirar. Quando não havia mais saída, cerca de uma hora depois, eles explodiram o lugar. Não houve vítimas entre os policiais. Apenas quando o confrontou terminou é que os corpos foram descobertos.

Segundo Sumith Atapattu, porta-voz das Forças Armadas, embora muito provável, ainda é cedo para dizer se a casa estava ligada aos extremistas que participaram do pior ataque terrorista da história do Sri Lanka. Na sexta-feira, a polícia havia encontrado 150 bananas de dinamite e uma bandeira do grupo jihadista Estado Islâmico durante uma batida em Sammanthurai, no local onde foi gravado o vídeo reivindicando os atentados. 

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, prometeu um reordenamento das forças de segurança e garantiu que as investigações continuarão. “Todas as casas do Sri Lanka serão revistadas”, disse Sirisena. “Faremos uma lista de todos os residentes permanentes para ter certeza que ninguém esteja escondido.”

++ Tiroteio no Sri Lanka deixa 16 mortos em ação contra esconderijo do Estado Islâmico

Até o momento, 74 pessoas foram presas, incluindo um homem que as autoridades acreditam ser o pai de dois homens-bomba. El foi identificado como Mohamed Yusuf Ibrahim, um dos homens mais ricos do país.

Na sexta-feira, o governo informou que o extremista cingalês Zahran Hashim, considerado peça-chave dos atentados, realmente morreu durante o ataque a um dos hotéis de luxo de Colombo. Ele aparecia no vídeo que reivindicou a autoria dos ataques. Nas imagens, ele comanda sete homens em um juramento de lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

Hashim era o líder do National Thowheeth Jama’ath (NTJ), grupo extremista local relativamente desconhecido que o governo acusa de ter executado os atentados.

O país ainda continuar em estado de alerta. O governo não descartou a hipótese de que existam terroristas escondidos e planejando novos ataques. Algumas partes do Sri Lanka, incluindo a capital Colombo, estão sob toque de recolher. Ontem, as ruas da cidade, normalmente lotadas, ficaram vazias no fim da tarde. / REUTERS, AP e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.