Operação contra imigração ilegal prende 383 na Itália

Dentre os detidos, 268 são estrangeiros; pelo menos 53 foram imediatamente expulsos do país

REUTERS

15 de maio de 2008 | 09h56

A polícia italiana anunciou nesta quinta-feira, 15, a prisão de 383 pessoas numa operação contra imigrantes ilegais, num sinal de que o novo governo conservador está mesmo determinado a combater a imigração fora da lei. Entre os presos há 268 estrangeiros, dos quais 53 foram imediatamente levados até alguma fronteira para serem expulsos. A operação durou uma semana, de norte a sul do país. O combate à imigração ilegal foi uma das principais promessas na campanha eleitoral que deu um terceiro mandato de premiê a Silvio Berlusconi. Muitos italianos conservadores atribuem a criminalidade à imigração, e Berlusconi diz estar preparando leis destinadas a prender ou expulsar mais estrangeiros que violem as leis. Na operação desta semana, os presos eram oriundos da Europa Oriental, Grécia, África do Norte e China. São acusados de entrar ilegalmente no país e, em alguns casos, de praticar prostituição, narcotráfico e roubos. O delegado italiano encarregado da operação, Francesco Gratteri, disse em entrevista coletiva que não havia "nenhuma categoria ou grupo étnico específico" sendo visado. "O único objetivo eram criminosos que têm causado uma sensação de crescente alarme na sociedade." Na Líbia, a polícia deteve nos últimos quatro dias 240 pessoas de vários países africanos que tentavam cruzar o Mediterrâneo em direção à Itália, segundo o ministério local do Interior.

Mais conteúdo sobre:
Itáliaimigração

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.