Operação no RJ gera tiroteio e deixa alunos sem aula

Policiais civis do Rio de Janeiro foram recebidos a tiros, por volta das 6 horas desta terça-feira, quando chegaram à favela da Rocinha, na zona sul do Rio, para cumprir mandados de prisão de acusados de integrar uma quadrilha que clonava cartões de crédito.

FÁBIO GRELLET, Estadão Conteúdo

11 Novembro 2014 | 17h32

Durante essa operação, que mobilizou diversas delegacias da Polícia Civil, a instituição pretendia prender 17 pessoas e fazer 25 apreensões, em vários bairros do Rio. Na Rocinha houve tiroteio e um homem, suspeito de participar do ataque aos policiais, foi baleado e morreu. Pelo menos 500 alunos ficaram sem aulas devido à operação policial na comunidade.

Até a tarde de hoje, oito pessoas haviam sido presas em todo o Estado do Rio, entre elas dois irmãos gêmeos, que seriam os chefes do grupo. Na cidade do Rio, além da Rocinha, ocorreram prisões na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, ambos na zona oeste. Os detidos vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, quadrilha e furto mediante fraude, e podem ser condenados a até 26 anos de prisão.

Em vez de instalar e retirar da máquina de cartão de crédito o aparelho capaz de copiar os dados ilegalmente, a quadrilha reunia os dados por meio de um sistema online (bluetooth). "Eles fazem a instalação do coletor de dados (numa máquina de cartões) e se aproximam (da máquina) pareando um telefone celular ou notebook à máquina infectada", contouo delegado Rodrigo Freitas, da Delegacia do Aeroporto Internacional. Depois de capturar as informações do cartão verdadeiro, a quadrilha produzia novos cartões e passava a utilizá-los para compras.

Cerca de 40 cartões eram clonados por mês (inclusive aqueles que funcionam com chip), gerando faturamento de R$ 500 mil nesse período. Segundo André Drummond, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, pode ser a primeira vez que uma quadrilha consegue dados de cartões de crédito com chip. A suspeita de fraude começou no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador (zona norte do Rio), onde a Polícia Civil iniciou a investigação. Garçons, um segurança e até taxistas que atuavam no aeroporto são suspeitos de participar do esquema.

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