Operadoras de telecomunicações europeias veem 2015 com otimismo

Os principais executivos de empresas de telecomunicações da Europa se atreveram a sugerir nesta semana que podem finalmente virar a página depois de anos de declínio das receitas, já que cresce a demanda por banda larga móvel 4G, caem as pressões regulatórias e o setor se consolida.

LEILA ABBOUD E DANILO MASONI, REUTERS

21 Novembro 2014 | 19h21

Para as operadoras de rede, uma recuperação comparativa na receita no próximo ano ocorrerá em parte simplesmente pelos cortes de preços impostos por reguladores em encargos de roaming e no encerramento de taxas de rescisão para as operadoras pelo carregamento do tráfego de cada uma.

Mas elas também estão começando a ver os benefícios dos bilhões que gastaram nas redes 4G, que permite que as pessoas em movimento assistam TV e naveguem na Internet.

"A questão permanece se conseguimos monetizar o 4G com mais gente com telefones em mãos", disse o presidente-executivo da

Vodafone, Vittorio Colao, a investidores e executivos da indústria na conferência anual Morgan Stanley Tecnologia, Mídia e Telecomunicações em Barcelona.

Colao disse estar confiante de que as tendências operacionais iriam melhorar enquanto o grupo consegue mais clientes que utilizam o 4G, o que tende a aumentar o tráfego de dados e os encargos mensais.

Enquanto isso, a espanhola Telefónica, que viu uma queda de 15 por cento na receita no seu mercado doméstico no ano passado, está vendo sua estratégia de vender banda larga fixa e móvel e serviços de TV dar frutos.

"O terceiro trimestre foi significativamente melhor do que o segundo", disse o diretor operacional Jose Maria Alvarez-Pallete na conferência.

"Em 2015, nós devemos entrar num território positivo de receita", adicionou.

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 55 21 2223-7132))

REUTERS JS LB

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