Oposição da Guiné diz que acordo da Vale é inválido

A oposição da Guiné não vai reconhecer a aquisição de ativos de minério de ferro pela Vale, anunciada na semana passada, se vencer a eleição em junho, disse um líder oposicionista à Reuters nesta terça-feira.

REUTERS

04 de maio de 2010 | 11h31

Na sexta-feira, a Vale anunciou que adquiriu participação de 51 por cento da BSG Resources Guiné, que detém concessões de minério de ferro no país africano, por 2,5 bilhões de dólares.

Mamadou Bah Baadikko, presidente das União das Forças Democráticas (UDF) da Guiné, também disse que o contrato de participação na produção de petróleo firmado em 2006 com a Hyperdunamics Corp, que é listada nos EUA, também não é válido.

"Nós consideramos esses acordos sem efeito e inválidos", disse Baadikko em entrevista à Reuters por telefone de Paris, argumentando que em cada caso os ativos foram originalmente distribuídos para o setor privado em condições que não são transparentes.

Procurada pela Reuters no Rio de Janeiro, a Vale afirmou que não vai comentar o assunto.

A eleição na Guiné está marcada para 27 de junho. No momento o país é dirigido por um governo interino após soldados que tomaram o controle da nação do oeste africano em dezembro de 2008 terem concordado em janeiro em devolver o poder aos civis.

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