Oposição escolhe entre 3 para disputar presidência da Venezuela

A corrida para definir o candidato presidencial da coalizão da oposição na Venezuela terminou com três nomes, que esperam que sua juventude e experiência executiva façam deles a melhor aposta para derrotar o presidente Hugo Chávez.

ANDREW CAWTHORNE, REUTERS

02 de novembro de 2011 | 15h51

Menos de um ano antes da eleição de 7 de outubro, a política está dominada por dois temas: a saúde do líder socialista após o tratamento de um câncer e quem conquistará a primária da coalizão Unidade Democrática em fevereiro de 2012.

Os três finalistas da oposição são os governadores Henrique Capriles Radonski e Pablo Pérez, além do ex-prefeito distrital Leopoldo López.

Com idades entre 39 e 42, todos tiveram sucesso em se apresentar como a "nova guarda" da oposição venezuelana, tirando da disputa pesos-pesados de partidos tradicionais, com resultados ruins contra Chávez.

"As portas estão abertas para uma nova maneira de fazer política", disse López, acompanhado por sua esposa e partidários entusiasmados ao registrar formalmente sua candidatura às primárias nesta semana.

López, que foi prefeito do rico distrito de Chacao, em Caracas, e é reconhecido por ser fotogênico e carismático em sua oratória, é o mais conhecido dos três no exterior por conta de sua batalha legal após ser banido da política.

Depois que um tribunal de direitos humanos regional decidiu a seu favor no início deste ano, a Suprema Corte da Venezuela decretou que ele poderia concorrer à presidência --mas ele permanece impossibilitado de assumir o cargo por causa de uma investigação de corrupção em andamento.

López diz que Chávez tem medo dele e que as acusações são falsas.

LÍDER ENÉRGICO

Na frente de López em todas as pesquisas de opinião está Capriles, governador de Miranda, segundo Estado mais populoso da Venezuela, que inclui partes de Caracas.

O enérgico Capriles joga basquete, frequentemente vai de moto para o trabalho e --ecoando o estilo de Chávez pré-câncer-- frequenta as favelas para supervisionar projetos e indagar sobre os problemas locais.

"Ele ainda está na liderança com alguma vantagem. É aquele com mais chance de unificar a oposição, empolgar os 'NiNis' (que recusam tanto o atual mandatário quanto seus adversários) e derrotar Chávez", afirma o blog pró-oposição Caracas Chronicles.

O terceiro rival é Pérez, governador de Zulia, Estado do oeste, rico em petróleo, na fronteira com a Colômbia.

Na semana passada ele garantiu o apoio importante do maior partido opositor da Venezuela, o Ação Democrática.

Mas se por um lado ele pode se beneficiar da formidável máquina política da agremiação, o tiro pode sair pela culatra com alguns eleitores, dada a reputação de nepotismo que mancha o partido.

Para além da oposição à Chávez e das promessas de união a qualquer um que conquiste a primária de 12 de fevereiro, os três deram poucas indicações precisas de suas políticas e tentam evitar os estereótipos do polarizado ambiente político da Venezuela.

(Reportagem adicional de Deisy Buitrago e Marianna Parraga)

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