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Oposição quer abrir CPI dos transportes em Campinas

Os partidos de oposição querem usar as manifestações populares dos últimos dias contra o aumento da tarifa para abrir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara de Campinas (SP) para investigar os contratos da prefeitura com as empresas de transporte coletivo urbano da cidade. Nesta segunda-feira, passou a valer o novo preço da passagem, que caiu de 3,30 reais para 3 reais. Mesmo assim, houve protestos.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

24 de junho de 2013 | 17h34

O pedido de abertura da CPI dos transportes, do vereador Paulo Búfalo (Psol), está na Câmara desde janeiro. Com a onda de protestos, Búfalo retomou a busca por assinaturas para conseguir abrir a comissão - faltam seis. Até esta segunda-feira, cinco vereadores tinham assinado o pedido de CPI - todos do PT, partido que faz oposição ao governo Jonas Donizette (PSB), que tem como aliado o PSDB. O pedido tem como base um decisão de 2012 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou irregularidade no modelo de licitação para o setor e orientou que fossem feitos novos contratos.

"Campinas consolidou-se como uma cidade com as tarifas mais caras do País. No ano passado, houve outras desonerações que não influenciaram no preço da tarifa. Elas não chegaram ao consumidor", afirmou o vereador do Psol. O líder do governo na Câmara Municipal, Rafa Zimbaldi (PP), afirmou que não existem valores a serem cortados. Nesta segunda-feira, Donizette determinou o envio para a Casa da planilha de custos do transporte e o relatório do sistema de compensação de receitas, que detalha o faturamento de cada concessionária.

Tarifa

Passou a valer nesta segunda a nova tarifa do transporte público no município. O aumento na cidade foi dado em dezembro. Dias antes da primeira grande manifestação na cidade, o prefeito de Campinas anunciou que reduziria o valor da passagem para 3,20 reais por causa da desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), feita pelo governo federal, para as empresas do setor.

Na quarta-feira, 19, após o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciarem a redução das tarifas na capital paulista para 3 reais, Donizette decidiu também baixar o preço local, e cortou mais 20 centavos do valor, voltando ao cobrado até o aumento de 2012.

A prefeitura ainda não sabe de onde vai tirar dinheiro para compensar as empresas de ônibus da cidade, que recebem um subsídio de R$ 36 milhões ao ano. A Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc) afirmou que esse subsídio precisa ser elevado a R$ 100 milhões para compensar a redução.

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