Oposição reconquista pequena liderança em Portugal, diz pesquisa

O Partido Social Democrata (PSD), oposição em Portugal, recuperou uma pequena margem de liderança frente aos socialistas do primeiro-ministro interino José Sócrates, em uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, antes das eleições parlamentares antecipadas previstas para 5 de junho.

REUTERS

17 de maio de 2011 | 09h21

Apesar de a pesquisa mostrar um recuo dos socialistas, outros estudos recentes indicam que a popularidade do partido governista não sofreu muito com a situação financeira desastrosa de Portugal, que obrigou Sócrates a pedir o resgate da UE e do FMI no mês passado.

Uma pesquisa do Intercampus revelou que o PSD subiu para 36,1 por cento das intenções de voto, ante 33,9 por cento na sondagem da semana anterior, enquanto os socialistas caíram para 35,4 por cento ante 36,8 por cento.

Considerando a margem de erro, o resultado aponta um empate técnico. A Intercampus entrevistou 1.025 pessoas entre 11 e 15 de maio.

O partido de direita CDS-PP, aliado tradicional do PSD, de centro-direita, caiu para 12,6 por cento das intenções de voto, ante 13,4 por cento na semana passada.

O próximo governo, independentemente de quem liderar o país --socialistas, social-democratas ou uma coalizão mais ampla-- terá pouco espaço de manobra nos assuntos econômicos, depois que um acordo para um pacote de resgate de 78 bilhões de euros foi aprovado pelos ministros das Finanças da zona do euro na segunda-feira.

Os três principais partidos se comprometeram com os termos do pacote de resgate, mas analistas afirmam que um governo de coalizão poderia ajudar a implementar o plano de ajuda.

Sócrates renunciou em março depois que a oposição rejeitou as medidas de austeridade de seu governo minoritário. A queda do governo provocou uma forte alta nos custos de empréstimos, e Sócrates solicitou a ajuda financeira internacional em 7 de abril.

O pacote de resgate prevê maior corte nos gastos e alguns aumentos de impostos, e deve levar o país a uma recessão durante dois anos, com uma provável recuperação em 2013.

O governo interino insiste que ao derrubar o plano de austeridade anterior levado ao Parlamento, que tinha o apoio de Bruxelas, o PSD piorou a perspectiva do país e o sujeitou a termos ainda mais rigorosos.

O PSD, por sua vez, defende que o acordo final de resgate é muito melhor para o país.

(Reportagem de Andrei Khalip)

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