Oposição síria pode permitir tropas de paz se Assad sair

A recém-formada oposição da Síria disse neste sábado que poderia permitir uma força internacional de manutenção da paz na Síria se o presidente Bashar al-Assad e seus aliados deixarem o poder.

Reuters

01 Dezembro 2012 | 15h40

Ao ser questionado sobre declarações feitas pelo mediador da ONU Lakhdar Brahimi de que um cessar-fogo só se manteria se fosse supervisionado por uma missão de manutenção da paz, o porta-voz da coalizão, Walid al-Bunni, disse que a oposição aceitaria tal envio se Assad deixasse antes o poder.

A questão da tropa de paz é delicada. Muitos na oposição temem que ela possa levar à divisão do país em linhas étnicas e religiosas, criando um santuário para os partidários de Assad em uma região próxima ao Mediterrâneo, onde vivem muitos de sua seita minoritária alauíta.

Bunni disse que a coalizão estava aberta a qualquer proposta se Assad e seus aliados, incluindo as principais autoridades nas forças armadas e no aparato de segurança, fossem removidos.

"Se essa for a primeira condição, então poderemos começar a discutir tudo. Não haverá processo político até que a família governante e todos os outros que dão base ao regime saiam", acrescentou. "Quem quer que esteja propondo um plano político precisa saber que depois de 50 mil mortos e 200 mil feridos e 5 milhões de desalojados, os sírios não aceitarão que aqueles que os reprimiram e mataram nos últimos 50 anos permaneçam".

Bunni, um médico que passou a maior parte do período depois que Assad herdou o poder do pai em 2000 em uma prisão como preso político, falava em uma coletiva de imprensa que marcava a conclusão do primeiro encontro completo dos 60 membros da coalizão no Cairo.

(Reportagem de khaled Yacoub Oweis)

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