Oposicionista Lobo vence polêmica eleição em Honduras

O fazendeiro Porfirio Lobo venceu as eleições presidenciais de Honduras e prometeu dialogar para superar a crise deflagrada meses atrás por um golpe de Estado, embora as eleições não tenham sido reconhecidas por grande parte da América Latina, mas tenham recebido o aval de Washington.

GUSTAVO PALENCIA E TOMÁS SARMIENTO, REUTERS

30 de novembro de 2009 | 07h38

Lobo, um deputado de 61 anos do direitista e opositor Partido Nacional, obteve quase 56 por cento dos votos contra 38 por cento de Elvin Santos, do Partido Liberal, quando já haviam sido computados mais da metade dos 2,6 milhões dos votos, informou o Tribunal Supremo Eleitoral, citando dados preliminares.

"Sem temor a ameaças, sem deixar-se levar por presságios negros, hoje Honduras decidiu seu próprio futuro para terminar de uma vez por todas a crise que tanto nos afetou e prejudicou os mais necessitados", disse Lobo a simpatizantes após declarar vitória.

Santos reconheceu sua derrota e ofereceu sua colaboração ao presidente eleito.

Lobo deverá tomar posse de um país dividido, ao qual a maioria da comunidade internacional criticou após o golpe que destituiu em junho o presidente Manuel Zelaya.

Embora os Estados Unidos --maior parceiro comercial de Honduras-- tenha se mostrado disposto a reconhecer o vencedor, nações como Brasil, Argentina e Venezuela garantiram que não darão seu aval ao vencedor, por considerar que isso respaldaria o golpe.

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