Organizadores da Rio+20 querem feriado no evento

O Comitê Nacional de Organização da Rio+20 vai formalizar um pedido à prefeitura carioca para que seja decretado feriado "pelo menos" nos três dias reservados para reuniões intergovernamentais na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, em junho. Até ontem, 84 embaixadas haviam solicitado hospedagem para chefes de Estado ou de governo e suas delegações durante a Rio+20.

O Estado de S.Paulo

30 Março 2012 | 03h07

O pedido é uma consulta inicial, não se trata ainda de confirmação da participação dos países, mas o Brasil mantém a expectativa de receber pelo menos cem chefes de Estado.

"A ONU tem um cadastro dos pedidos de inscrição para falar durante a conferência, que já chega a mais de cem chefes de Estado ou de governo, o que é outro bom indicativo do interesse, embora não saibamos ainda quantos efetivamente virão", disse o ministro Laudemar Aguiar, responsável pelo comitê.

Como anfitrião da Rio+20, o Brasil não pode revelar os países que fizeram pedidos de reserva de quartos de hotel ou indicaram interesse de falar na conferência, disse o ministro. "Não é uma questão de sigilo, mas de 'timing'. A conferência não é do Brasil, é da ONU", argumentou.

O ministro não quis comentar a decisão do Ministério da Justiça de abrir uma investigação para apurar denúncias de que hotéis do Rio estariam segurando quartos para cobrar mais caro em reservas próximas à realização da Rio+20.

Segundo ele, já estão bloqueados 10 mil quartos (50% do total disponível) para as comitivas de chefes de Estado e de governo em hotéis de 4 e 5 estrelas. "Nenhuma cidade do mundo consegue estar permanentemente preparada para receber um evento dessa dimensão. O Rio, como qualquer outra, não teria como ter todas as pessoas, credenciadas ou não, em hotéis. É normal que se busquem hospedagens alternativas."

O comitê estima que cerca de 50 mil pessoas se credenciem para participar da Rio+20, de 13 a 22 de junho. "Nesses dias, o Brasil vai ser o umbigo do mundo, especialmente o Rio", disse o ministro. Ele anunciou que mil jovens serão recrutados em comunidades pobres do Rio para receber treinamento e atuar como voluntários na conferência. Depois serão cadastrados para trabalhar na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016. / FELIPE WERNECK E KARINA NINNI, COM AGÊNCIAS

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