Órgão de saúde dos EUA recomenda teste de hepatite C

Pessoas nascidas entre 1945 e 1965 podem ter contraído o vírus na juventude e não mostrar sintomas até hoje

WALNUT CREEK, EUA, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h03

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) recomendou que todas as pessoas com idade entre 47 e 67 anos sejam testadas para hepatite C. O órgão estima que 1 pessoa em cada 30 nessa faixa etária no país está infectada com o vírus, que pode causar falência hepática e morte.

Muitas dessas pessoas contraíram o vírus há décadas, quando eram adolescentes ou jovens adultos, pelo contato com sangue contaminado. O vírus teria sido transmitido durante transfusões de sangue e outros procedimentos médicos, feitura de tatuagens ou uso de drogas injetáveis, numa época em que os cuidados com a qualidade do sangue eram menos rígidos e apenas as pessoas consideradas de alto risco eram encorajadas a fazer o teste.

"Quanto mais tempo uma infecção por hepatite C passa despercebida, mais dano ela causa", afirmou o médico John Ward, diretor da divisão de hepatite viral do CDC.

Uma pessoa pode ficar sem apresentar sintomas visíveis por décadas. A doença pode provocar cirrose, câncer de fígado e outras enfermidades. São mais de 15 mil mortes por ano relativas à hepatite C.

Nos EUA, cerca de 3,2 milhões de habitantes têm o vírus. Com a iniciativa de testar as pessoas nascidas entre 1945 e 1965, o CDC prevê que cerca de 800 mil casos serão revelados e mais de 120 mil vidas serão salvas. Terapias recentes podem curar até 75% das infecções.

Com a informação de que possuem o vírus, os infectados, além de buscar tratamento, podem se precaver de efeitos adversos. Uma das recomendações é evitar bebidas alcoólicas, que aceleram as doenças de fígado.

Um dos motivos que levaram o CDC a fazer essa nova recomendação é de que muitas pessoas dessa idade podem ter se esquecido dos eventos que podem tê-los colocados em risco de contrair o vírus. O vírus é a principal causa de transplantes de fígado nos Estados Unidos. / AP

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