Os anônimos que entraram para a história de 2009 como heróis

De origens completamente diferentes, Janaína Miranda, Reginaldo Figueiredo, Cristóvão de Oliveira e Carlos Veiga protagonizaram cenas inesquecíveis e com gestos de bravura alcançaram reconhecimento, mesmo sem almejá-lo

Edison Veiga, O Estadao de S.Paulo

26 Dezembro 2009 | 00h00

Uma favela pegando fogo, tumulto, corre-corre, o Deus nos acuda de gente tentando salvar o que conseguir dos barracos em chamas. Um bebê chora, com fome, sem a mãe. Uma mulher - que nem era moradora do local, que jamais havia visto aquela criança faminta - não teve dúvidas: deu de mamar ao bebê.

Um temporal enorme, uma enchente. Uma motociclista sendo arrastada pela força das águas. Quando um homem viu a cena, não pensou duas vezes. Entrou no meio do "rio" em que a rua havia se tornado e resgatou a mulher.

Outro temporal enorme, outra enchente. Um bairro todo debaixo d"água: famílias perdendo tudo, vidas em risco, ameaça de doenças. Um vizinho decidiu que era hora de ajudar. Centralizou as doações de roupas e alimentos e cuida de distribuir o material a quem mais precisa.

Um acidente aéreo que poderia ter resultado em tragédia sem sobreviventes. A perícia de um piloto, que soube conduzir bem a aeronave e salvar o máximo possível de vidas em jogo.

No último domingo do ano, o Estado apresenta histórias de quatro heróis anônimos de 2009. Gente que apareceu na mídia por alguns instantes. Gente que até teve seus minutos de fama. Mas, principalmente, gente que não vive dos holofotes - nem para os holofotes - e, portanto, quando protagonizou seu gesto de bravura e heroísmo não cogitava a glória que poderia vir em seguida.

Certamente eles não foram os únicos a vivenciar histórias como essas. Há milhares de outros brasileiros que, com o coração aberto, nem pensam nas consequências quando se oferecem para ajudar um amigo, um colega ou até mesmo um desconhecido.

Há, ainda, quem decidiu mudar de vida e finalmente executar projetos há anos acalentados. Ou aqueles que contaram com uma ajudinha - do destino, que fez uma nova milionária em 2009, ou de médicos experientes, que realizaram um novo e bem-sucedido transplante numa criança com poucas chances de vida. Ou quem, já adulto, simplesmente aprendeu a ler e realizou o sonho de ser independente e pegar ônibus sozinho pela metrópole. Para eles, o ano que acaba será inesquecível.

Algumas dessas histórias, de heróis festejados de 2009 e de anônimos que viveram episódios de superação e mudança de vida, podem ser conferidas nesta página e na C3. Que sirvam de inspiração para o ano que começa.

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