Os brasileiros já levam à reflexão

O vinho brasileiro parece ter encontrado seu perfil definitivo. Seis degustações demonstraram isso. Sérgio Inglez de Souza passeou pelo País só com a uva Merlot. José Luiz Pagliari mostrou o ano de 1999, considerado um dos grandes anos do Rio Grande do Sul, por meio de 12 diferentes vinhos, no que os especialistas chamam de degustação horizontal. Uma painel de degustação vertical analisou o Miolo Lote 43, painel conduzido por Didú Russo. Para mostrar que vinhos combinam com comida brasileira, Álvaro Cézar Galvão harmonizou moqueca, picanha, caldinho de feijão e frango com farofa.

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2009 | 03h22

O vinho teve dois importantes momentos de reflexão durante o evento. Saul Galvão comentou sobre os mais simples: "O vinho de exceção já está bom faz tempo. Mas a evolução do vinho médio brasileiro é para prestar atenção. Você passa no supermercado e já pode comprar um vinho bebível. A maior evolução do vinho brasileiro aconteceu nas prateleiras dos supermercados."

Marco Danielle, um iconoclasta com grande base teórica, produtor dos vinhos Tormentas, mostrou o que pensa do terroir brasileiro. Constatando que a região historicamente dedicada à produção de vinhos no País é chuvosa e totalmente diferente das do Chile e Argentina, perguntou: "Por que tentamos fazer vinhos de clima tão distinto?" Sua proposta: os "vinhos de chuva". "Somos mais parecidos com o Loire e a Borgonha. Isso deveria dirigir nossa busca." O magnífico Pinot Noir que apresentou, surpreendendo a plateia de especialistas, confirma.

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