Os favoritos de Machado, Pedro II...

Em quatro restaurantes centenários, porções saborosas da história do Rio

Bruno Agostini, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2008 | 03h43

Os dois restaurantes mais antigos do Rio nasceram ainda no século 19. O mais velho é o Café Lamas, no Flamengo. Abriu as portas em 1874 e mudou de endereço em 1976 por causa do Metrô. O português Rio Minho, porto seguro para peixes e frutos do mar, começou a construir sua boa reputação culinária em 1884, no mesmo endereço: Rua do Ouvidor, 10. Outros dois famosos também do século 19: o Bar Luiz, de 1887, e a Confeitaria Colombo, de 1894. O Lamas teve clientes como Machado de Assis, Manuel Bandeira e Di Cavalcanti. D. Pedro II adorava sua canja. Foi no salão azulejado do Rio Minho que o diplomata Leão Veloso criou a sopa batizada com seu nome, um ícone da culinária carioca. O espanhol Ramón Domínguez, atual dono do restaurante, recomenda ainda os bolinhos de bacalhau, o bobó de lagostim e o grelhado misto do mar. E vale saber que, no balcão do lado de fora, bem de frente para o horrendo Elevado da Perimetral, os PFs das mesmas receitas do salão saem em média por um terço do preço. No Bar Luiz o forte é o chope com salsicha, batata e chucrute. Na Confeitaria Colombo, as gaufrettes, biscoitinhos em forma de leque, são objeto de devoção há gerações.

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