Os pratos de d. Lonka Lucki vão ficar na memória dos paulistanos

COZINHA JUDAICA

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2010 | 01h13

Ela gostava de botar a mão na massa. Cholent, haddock com creme, cheesecake, quiche, não tinha uma especialidade, fazia de tudo. E bem. Nos primeiros tempos do Z-Deli, era dona Lonka Lucki quem ficava na cozinha, às voltas com a preparação dos pratos da culinária judaica que serviram de inspiração para que ela e as amigas Zenaide e Rosa abrissem a delicatessen em 1982. Com o tempo, treinou cozinheiras e se instalou atrás do balcão, de onde conversava com os clientes.

Lonka Lucki (que se chamava Salomeia), nasceu na Polônia e viveu em Milão antes de desembarcar no Brasil, aos 19 anos, com a família. Aprendeu cedo a cozinhar, mas por muito tempo preparou pratos apenas para o marido e os três filhos.

"No meu Bar Mitzvah ela cozinhou para 250 pessoas, nunca esqueci a cena: havia montes de caixas de haddock importado na cozinha", diz o filho Jorge Lucki, colunista do jornal Valor Econômico.

Ela morreu no sábado, em decorrência de uma embolia. Tinha 88 anos, sofria de câncer, mas relutou em se tratar. "Minha mãe morreu como quis. Na quinta-feira foi ao noivado da neta (quando foi feita a foto ao lado), encontrou a família, na sexta-esteve no Z-Deli e morreu sábado", conta Lucki.

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