Os produtores

Embora muitos produtores ainda sejam pequenos e não disponíveis no mercado brasileiro, vale a pena ficar de olho em nomes como Viña Neira, Magenta, Zaranda e Rogue Vine, que já obtiveram bom reconhecimento no guia de vinhos sul-americanos Descorchados 2014.

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2014 | 02h08

O guia também indica a volta da moda dos vinhos Pipeños, feitos da forma tradicional, em grandes pipas de madeira como se fazia nos tempos áureos da região, quando os vinhos de Itata eram vendidos nessas pipas e nelas transportados até o porto de Tomé, em Concepción. Como as variedades estavam (e ainda estão) todas misturadas no vinhedo, eram vinificadas todas juntas, com cachos pisados com os pés, fermentação espontânea e nenhuma filtragem. É um estilo que tem ressurgido, mas com maior controle de fermentação e assepsia dos tanques.

As grandes vinícolas chilenas também têm apostado na região: o grupo San Pedro apresentou recentemente um experimento chamado Los Despedidos (nome dado à possível consequência caso os enólogos não chegassem a um acordo sobre esse vinho) com País e Cinsault; A Viña Montes já produz um Cinsault na linha Outer Limits; Miguel Torres também já engarrafa o vinho Días de Verano, um moscatel produzido com uvas de Itata; a Viña Bisquertt faz o rosé Escaping, Kissing & Missing de País e a Casa Lapostolle tem comprado uvas de viticultores de Itata para os primeiros experimentos.

Recuperar as vinhas de Itata é a última esperança de muitas famílias da região, onde o cultivo de pinus e eucalipto exerce forte pressão sobre os pequenos agricultores. A Associação de Enólogos do Chile está empenhada e até a Arauco, maior empresa florestal do Chile, começou a investir na viticultura por pressão da comunidade local para tentar reverter o quadro: são mais de 1 milhão de hectares dedicados às madeiras e 50 hectares para a viticultura.

O que tem aqui. A boa notícia é que um dos grandes destaques da região pode ser encontrado por aqui. São os vinhos da vinícola De Martino Viejas Tinajas branco e tinto (R$ 101, cada) e Gallardía del Itata branco, rosé e tinto (R$ 65,10 cada), ambos importados pela Decanter Vinhos.

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