Oscar Freire apela contra shopping

Associação da rua mais luxuosa de SP faz campanha para que clientes desistam dos centros comerciais lotados

Lais Cattassini, JORNAL DA TARDE, O Estadao de S.Paulo

01 Dezembro 2009 | 00h00

"Sabe por que o Papai Noel traz os presentes do Polo Norte? Para não ter que enfrentar os shoppings lotados." É com frases como essa que a Associação dos Lojistas da Oscar Freire pretende vencer a guerra contra os shoppings e atrair mais clientes. Para reforçar a batalha no Natal, as lojas da rua de comércio de luxo de São Paulo vão funcionar, a partir de hoje, até as 22 horas, até mesmo aos sábados, e até as 19 horas aos domingos.

A campanha de Natal deste ano terá atrações especiais, como coral Jingle Belas, formado por três cantoras que percorrem as ruas da região entoando canções natalinas. Haverá também distribuição de sorvetes e sucos. Segundo a associação, mapas com a lista de lojas, separadas por categoria, serão distribuídos aos clientes.

Os shoppings, por sua vez, já estão acostumados a criar campanhas que chamam a atenção dos consumidores. É nesta época do ano que o horário de funcionamento das lojas é prolongado e prêmios são oferecidos aos que costumam comprar nos estabelecimentos.

Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as pessoas vão ao shopping em busca de conforto e segurança. A flexibilidade de horário também é um atrativo, principalmente para as compras de última hora.

Conforto e segurança também são um ponto positivo para os shoppings, segundo o diretor da Associação de Lojistas do Brás, Jean Makdissi Júnior, para quem a Prefeitura é responsável pela degradação do comércio de rua. "Ainda não podemos oferecer um conforto para as pessoas que estão nas ruas do Brás. Mas as lojas passaram por reformulações que não perdem em nada para shopping."

Se depender da advogada Cristiana Camargo, de 46 anos, o comércio de rua tende só a prosperar. "É mais fresco andar na rua, mais agradável. No shopping, apesar de ser mais fácil de estacionar, é mais apertado", diz Cristiana.

As compras ao ar livre também facilitam a vida de quem tem cachorro, afirma a professora Dione Assumpção Romero, de 58 anos. "Podemos fazer de tudo aqui. Sair com o cachorro, fazer compras, tomar café. Todas as ruas deveriam ser assim", diz a professora

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