Otimismo em cheque durante reunião dos EUA e Coreia do Norte

As autoridades e analistas dos Estados Unidos mantinham as expectativas baixas nesta semana sobre as negociações de dois dias com a Coreia do Norte, apesar de uma leve diminuição da tensão com a Coreia do Sul, aliado dos norte-americanos, e dos pedidos reiterados de Pyongyang para a retomada das conversações nucleares.

PAUL ECKERT, REUTERS

23 Outubro 2011 | 10h14

O objetivo dos dois dias de conversas entre os EUA e a Coreia do Norte, que começam na segunda-feira em Genebra, é mais administrar a tensão na península coreana do que retomar as negociações regionais para pôr um fim ao programa nuclear da Coreia do Norte.

"Estamos novamente fazendo esse esforço não porque temos alguma nova informação, mas porque achamos ser importante manter a porta aberta ao entrosamento", disse uma autoridade norte-americana, falando sob anonimato.

"Não retomaremos as conversações de seis partes a menos que vejamos um compromisso verdadeiro da parte deles sobre a questão da desnuclearização, e uma continuação do diálogo deles com a Coreia do Sul."

As denominadas conversações de seis partes - que incluem China, Japão, Rússia, as duas Coreias e os Estados Unidos - produziram um acordo em setembro de 2005, segundo o qual a Coreia do Norte concordou em abandonar seu programa nuclear em troca de incentivos econômicos e diplomáticos fornecidos por outras partes.

A posição do governo Obama é a de que não haverá conversações entre as seis partes a menos que a Coreia do Norte melhore as relações com a Coreia do Sul e mostre que está pronta para trabalhar em cima do acordo de 2005.

Seul reafirmou que compartilha a mesma postura desde quando o presidente Barack Obama recebeu o presidente sul-coreano Lee Myung-bak em uma cúpula na Casa Branca neste mês.

"Muitos anos de experiência com a Coreia do Norte nos dizem que é imperativo estabelecer as condições certas antes de retomar as negociações. Sobre este ponto não há uma luz entre Seul e Washington", disse o ministro das Relações Exteriores Kim Sung-hwan durante um fórum de segurança em Seul na sexta-feira.

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