Ourivesaria na calada da noite

Com incrível habilidade, Maria de Fátima Alves de Paiva vai enrolando e trançando a massa. Suas famosas bolachinhas de nata, douradinhas, não passam de 3 cm de diâmetro.

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h09

Ela não sabe bem explicar por que, mas as bolachas que saem do forno são sempre do mesmo tamanho. "Já tentei fazer grande porque encomendaram, mas, quando vou ver, já estou fazendo pequena de novo. Até me perguntaram se eu tinha forminhas."

Mais conhecida na cidade como Maria do Iso (Iso não é sobrenome, não, é o nome do marido dela e chamar a mulher desse jeito é costume no interior de Minas...), ela se interessou pelas quitandas ainda criança, vendo a mãe prepará-las. Há dez anos, resolveu participar de uma feira de artesanato e suas trancinhas - crocantes e muito delicadas - fizeram tanto sucesso que decidiu levar o assunto a sério.

Hoje faz também outros quitutes, como casadinhos de doce de leite, alfajores, "bolacha de pobre", bolachas de limão, laranja, goiaba, tortas e pães salgados e bolos.

Para fazer suas quitandas, usa só ovo caipira e leite da roça. E vive pesquisando receitas nos cadernos das mulheres da família, em revistas, e mesmo na internet. Testa aquelas que imagina valerem a pena e, quando a fórmula é boa, acaba colocando na sua lista.

Mas tanto as pesquisas como os doces e salgados são feitos apenas durante a noite - e essa é a razão para fazer as quitandas apenas por encomenda. É que durante o dia Maria do Iso tem outro trabalho. Acumula os cargos de professora e vice-diretora de uma escola local. / P.M.

Onde. Av. Dr. Lélio de Almeida, 395, Poço Fundo (MG), (35) 3283-1259

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