Outras nações têm metas mais urgentes e objetivas

Para combater a taxa de analfabetismo de cerca de 15% em crianças de até 8 anos, o País deveria se inspirar em parâmetros curriculares de outros países, como Portugal, Canadá e França, afirma a consultora educacional Ilona Becskeházy.

Davi Lira, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2012 | 02h04

"Portugal, mesmo sendo atrasado em relação à Europa, tem um currículo do ensino básico com metas mais objetivas. Já os parâmetros curriculares do Canadá são mais claros e mais simples, diferentemente do Brasil", compara Ilona.

A professora de Educação da USP Silvia Gasparian Colello afirma que as escolas brasileiras deveriam trabalhar mais com a ideia do "letramento emergente", conceito utilizado nos Estados Unidos. "Uma das possibilidades dessa ideia é que as escolas incentivem mais os pais a lerem para seus filhos, por exemplo. A alfabetização não deve ocorrer apenas na escola."

Enquanto o Brasil trabalha com a faixa dos 8 anos, o Chile estabeleceu em lei a obrigatoriedade de, aos 6, os alunos já estarem alfabetizados. Segundo o Ministério de Educação do país andino, ao final do 1.º ano, os alunos devem ser capazes de ler textos em voz alta, com precisão e pausas de pontuação.

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