Outros filhotes de matriz francesa

Grande produtora de vinhos e uvas, como mostra o artigo ao lado, a França tem um mapa impressionante de peculiaridades vinícolas. Há inúmeras regiões pequenas com grandes vinhos. Saindo das mundialmente famosas Bordeaux, Bourgogne, Champagne e Rhône, qualquer direção que se tome tem vinhos.

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2009 | 03h35

No site, a lista completa de vinhos franceses de uvas pouco usuais

No nordeste, a Alsácia, tão conhecida pela Riesling, merece igual foco nos seus Gewürztraminer, como os orgânicos de Bott-Geyl e Deiss. Rumo ao leste, há o Jura, perto da fronteira com a Suíça, onde a uva Savagnin, famosa desconhecida, produz alguns dos vinhos mais desafiantes para o paladar moderno, os Vins Jaunes, de traço oxidativo, semelhantes aos melhores da região espanhola de Jerez.

No sudoeste, que volta a ser valorizado, está o berço histórico da Malbec, a Cahors dos vins negres. Produtores tradicionais, como os Châteaux de Cèdre e Lamartine defendem uma personalidade própria para essa uva que virou argentina. Dali, do Madiran saiu a Tannat.

O Loire tem os contidos e elétricos Sauvignons, como os de Sancerre, e os expressivos Cabernets Francs, como os Chinons e Bourgueils. Além de ser o reino da Chenin Blanc, em Vouvray e na minúscula apelação Savennières.

E mesmo a Ilha da Córsega tem uvas autóctones, Vermentinu e Nielluciu, do excelente Domaine Leccia. Quem pensa que este sobrevoo deu conta do recado, precisa saber que ainda há Jurançon, Montbazzilac, Bergerac, Bandol, Savoie... só a Normandia não produz vinhos, mas em compensação, excede em boa cidra.

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