Outros vinhos

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O Estado de S.Paulo

16 Julho 2009 | 02h32

CARLOS CABRAL, enófilo

Vinho Inesquecível:

Porto Quinta do Noval Nacional ano 2000, degustado em 2002 em uma prova organizada pelo enólogo António Agrellos, na Antiga Alfândega da Cidade do Porto, em Portugal. É um vinho que deve ser bebido de joelhos ouvindo o último movimento da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Harmonização Perfeita:

Arroz de Pato servido na Quinta do Porto, no Alto Douro em Portugal, acompanhado de um 140 Barca Velha safra 2000; em seguida, um cremoso e bem maturado queijo da Serra da Estrela, com um 139 Porto Vintage 1963 da Casa Poças. Na sobremesa, um grande pedaço de Pudim do Abade de Prisco, com um cálice de 138 Vinho do Porto Ramos-Pinto, colheita de 1937. E depois, subir aos céus!

História divertida:

Um gerente comercial de uma grande importadora de São Paulo havia feito um curso rápido de vinhos e estava ansioso para demonstrar seus conhecimentos aos subordinados. Durante um almoço, do qual eu participava, trouxeram-me o vinho para provar antes do serviço, e o gerente, entusiasmado, me perguntou: - Sr. Cabral, os TUTANOS estão macios?

A gargalhada foi geral.

ARTHUR AZEVEDO, EX-PRESIDENTE DA ABS-SP

A melhor história de vinho que conheço aconteceu com um amigo. Ele comprou duas garrafas de 102 Château Margaux 1990 e pagou R$ 6 mil por cada uma. Um dia, quis oferecer um jantar e pediu à mulher que preparasse um cordeiro para acompanhar o vinho. Quando chegou, percebeu que o cordeiro tinha sido feito com os Margaux...Para mim, grande lembrança é o 101 Domaine Dujac Clos St. Denis, de 1976, que tomei na

vinícola com Sonia, minha mulher, ao lado das barricas, à luz de velas. Mas minha paixão é o champanhe 100 Krug.

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DIDU RUSSO, enófilo

Os últimos vinhos que me impressionaram: Pinot Noir Bodega Chacra, 134 Pinot Noir Marco Danielle, 133 L?Angloire, 132 Nikolaihof-Wachau Frühroter Veltliner, 131 Pierre Frick Riesling, 130 Champagne Egly-Ouriet - Les Vignes de Vrigny. Minha melhor história é do tempo em que eu tinha um bar de vinhos. O negócio acabou não dando certo, eu servia comida a preço único, além de mais de 20 petiscos finos, como emmental, prosciutto, brie, camembert, minicuscuz caseiro, aliche italiano, coisas assim. Os vinhos em taça ou garrafa variavam. Cheguei a servir até Barolos e 129 Château de Beaucastel em taça! As margens eram de apenas 10% sobre o preço de loja. O atendimento, familiar. Era tudo ótimo, mas um dia o bar quebrou e nós, teimosos, resolvemos manter o negócio até a última garrafa, literalmente. Certa noite, entrou um único casal. Meu filho Ramatis, então com 18 anos, pegou a carta de vinhos que tinha uma grande oferta - eram 32 rótulos apenas em taças, fora as garrafas, mas na verdade, tínhamos apenas meia garrafa de 128 Barolo Michele Chiarlo na adega. Nada além disso. Olhei para ele como um algoz e disse: "Bicho... é hora de vender a meia garrafa de Michele Chiarlo, sinto muito. Depois fechamos." O Ramatis foi até o casal, conversou, conversou, voltou ao balcão e pediu: "Meia garrafa de Michele Chiarlo, por favor..."

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