Ozônio aumenta, mas não resolve problema sobre a Antártida

Os níveis de ozônio na estratosfera recuperaram-se nos dois últimos anos, mas "não há indícios claros de que o buraco sobre a Antártida esteja se fechando", segundo estudo do Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (Inta) da Espanha.O chefe de Pesquisa e Instrumentação Atmosférica do Inta, ManuelGil, afirmou nesta quinta-feira em Madri que o Protocolo de Montreal e as medidas internacionais adotadas para enfrentar o problema da camada de ozônio na atmosfera "parecem estar funcionando".Gil dirigiu um estudo realizado nas Ilhas Canárias, em umacolaboração entre o Inta e o Observatório Atmosférico de Izaña, doInstituto Nacional de Meteorologia (INM), para analisar o impacto dapoeira do deserto do Saara nas medições da camada de ozônio e saber com exatidão os danos causados pela poluição industrial.Os níveis de ozônio aumentaram e a tendência observada nos doisúltimos anos é de que "comece a haver mais ozônio na estratosfera",disse Gil. Segundo o especialista, esse processo coincidiu com o "freio nasemissões" dos gases que atacam o ozônio, uma forma do oxigênio que é tóxica mas que, no alto da atmosfera, ajuda a bloquear os raios ultravioleta do Sol. Ainda não há indícios deque "o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida esteja sendofechado", explicou Gil."A situação nos pólos é mais difícil e, por isso, vai demorarmais para atingir uma recuperação" dos níveis de ozônio, acrescentou.Atualmente, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) estáelaborando um documento de edição quadrienal sobre o estado dacamada de ozônio, com dados quantitativos sobre sua evolução.

Agencia Estado,

27 de julho de 2006 | 19h45

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