Paciente esperou um ano e meio por cirurgia de redução de estômago

Operação só ocorreu há 15 dias, após analista de sistemas encaminhar carta de reclamação ao 'Estado'

Fabiane Leite, Saulo Luz e Carolina Dall'olio, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

O analista de sistemas Sandro Davys Neves, de 34 anos, decidiu se submeter a uma cirurgia de estômago para combater a obesidade mórbida que colocava sua vida em risco.

 

Mas teve de esperar um ano e meio para ser atendido. A operação só ocorreu há cerca de 15 dias, depois que Neves encaminhou carta de reclamação e o Estado questionou a operadora.

"O próprio médico me disse que a operadora só autorizava que ele fizesse sete cirurgias por mês. Passei sete vezes por uma equipe de apoio. Minha pressão chegou a picos de 23 por 12", relata.

O economista Alexandre Ramalho, de 35 anos, está há nove meses aguardando autorização para uma vasectomia e reclama da falta de organização dos funcionários e das barreiras que o convênio impõe para retardar o procedimento. "A cada momento, comunicavam a falta de um documento ou exame específico."

O oficial administrativo Paulo Bueno, de 44 anos, diz que seu plano fechou três dos quatro postos de atendimento. "O hospital ficou sobrecarregado e o tempo de espera para uma consulta é de 40 dias. Até a parte pública está mais rápida."

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