Pacote habitacional vai priorizar mulheres, diz Dilma Rousseff

A ministra da Casa Civil disse que a decisão leva em conta o papel central da mulher na estrutura familiar

REUTERS

09 de março de 2009 | 16h38

O governo pretende priorizar o acesso aos financiamentos do pacote habitacional às mulheres, assim como já é prática na distribuição dos benefícios do Bolsa Família, afirmou nesta segunda-feira, 9, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).   Veja também: Mantega diz que pacote habitação sai até dia 18 de março  Compra de imóvel será subsidiada para baixa renda  Lula sanciona lei que autoriza Caixa a comprar construtoras  Mutuário só pagará após receber imóvel, diz Dilma sobre plano Governadores vão isentar ICMS para ajudar pacote habitacionalO programa está em elaboração pelo governo desde o fim do ano passado e deve ser anunciado nas próximas semanas.   "Acho isso um passo essencial na questão de estrutura familiar e de espaço de segurança da mulher", disse Dilma, durante discurso no seminário nacional que comemora os 25 anos do Programa de Saúde da Mulher, promovido pelo Ministério da Saúde. "Consideramos essencial que o financiamento ou o acesso a essas moradias sejam prioritariamente dado às mulheres", acrescentou.   Dilma acrescentou que a mulher tem um papel de articuladora e comentou que também no caso do Bolsa Família o benefício atende prioritariamente as mulheres. Ela disse que a decisão leva em conta o papel central da mulher na família. O governo pretende construir 1 milhão de moradias, grande parte até 2010, para famílias com renda mensal de zero a dez salários mínimos. Estão sendo articuladas parcerias com Estados e municípios para tirar a idéia do papel. Durante o dia, Dilma tem reuniões com governadores e prefeitos para definir como Estados e prefeitura podem contribuir para o plano, com desonerações de impostos e ajuda para disponibilizar terrenos para as moradias. "Não faz sentido em um programa habitacional ainda haver cobrança de tributos por parte dos Estados", comentou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), a jornalistas ao sair de reunião com Dilma. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), também demonstrou intenção de aderir ao esforço. "O DF está preparado para entrar com os terrenos", afirmou. O governo federal vai atuar para reduzir os gastos com cartórios e os valores das apólices de seguro de vida necessárias ao mutuário para aderir ao financiamento. (Com Lu Aiko Otta, da Agência Estado)

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