Padilha anuncia 27 parcerias para produção de biológicos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira 27 parcerias com laboratórios públicos e privados para a produção nacional de 14 medicamentos biológicos. O acordo vai permitir, de acordo com os cálculos do governo, uma economia anual de R$ 200 milhões. "Com a produção local, o País fica menos vulnerável à flutuação de preços e outros problemas de importação", disse Padilha.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

18 de junho de 2013 | 19h13

Com a parceria, o número de medicamentos biológicos que serão produzidos pelo País passará de 14 para 25. O desenvolvimento de medicamentos a partir de parcerias ganhou força nos últimos três anos: o governo se compromete a comprar remédios durante o período de transferência de tecnologia dos laboratórios privados para laboratórios públicos. As empresas que fazem a transferência são beneficiadas porque, durante um período, têm mercado garantido. Laboratórios públicos, por sua vez, recebem a capacitação para produção do remédio.

O formato dos acordos anunciados nesta terça-feira traz um diferencial: para um medicamento, há mais de uma parceria entre laboratórios. "Aquele que produzir mais rapidamente, for mais eficiente, ganhará maior fatia do mercado", disse Padilha.

Na nova lista estão medicamentos para tratamento de câncer (Trastuzumabe, Cetuximabe, L-asoaragubase, Filgrastima), um medicamento usado para tratamento de câncer e artrite reumatoide (Rituximabe), outros remédios para artrite (etanercepte, certolizumabe, adalimumabe), para diabetes, um cicatrizante e uma vacina.

O governo anunciou também a construção de uma plataforma tecnológica para produção de remédios a partir de cenoura e tabaco. De acordo com o ministério, é o primeiro centro de produção de medicamentos biotecnológicos de base vegetal no mundo. O polo será construído no município de Eusébio, perto de Fortaleza. As obras devem começar em 2014 e a produção, prevista para 2016. Ali serão preparados medicamentos para doenças raras, como Gaucher, e uma vacina contra febre amarela - a primeira produzida a partir de uma planta. De acordo com ministério, a tecnologia pode trazer vantagens em relação àquela feita a partir de vírus e bactérias. Os remédios teria menos efeitos colaterais.

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