Padilha defende proibição de fumódromos no País

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a proposta de emenda que permite a criação de estabelecimentos para fumantes. O texto havia passado por seu gabinete na semana passada, como noticiou o Estado, mas Padilha só passou a declarar sua oposição após ser pressionado por setores do governo e grupos antitabagistas.

BRUNO BOGHOSSIAN / RIO , O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2011 | 03h01

"Somos contra qualquer fumódromo, contra qualquer serviço em ambiente fechado que possibilite o uso do cigarro", disse o ministro após evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio.

Padilha negou que a pasta tenha defendido a liberação do fumo e declarou que apoiará a proibição do cigarro em todos os ambientes públicos fechados - a exemplo de leis aprovadas em Estados como São Paulo e Rio.

Elaborada pelo deputado Renato Molling (PP-RS), a emenda será incluída no texto da Medida Provisória 540, que eleva para 300% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. A taxação é considerada essencial pelo governo para reforçar sua arrecadação.

Relator da MP, Molling descartou a retirada da emenda do projeto, apesar da oposição do ministério. O projeto deve ser apresentado à Câmara na quarta-feira.

"Como ministro da Saúde, ele realmente deve ser contra essa proposta. Mas, do ponto de vista da economia e das liberdades individuais, é preciso criar uma alternativa aos fumantes", ponderou o parlamentar.

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