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Padilha e Mercadante visitam escolas de samba do Rio

A proximidade do carnaval faz aumentar a frequência de autoridades nas escolas de samba - uma turma sem muita intimidade com o riscado, que acaba "atravessando o samba". Hoje, foi a vez dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Enquanto o primeiro fez piadinhas de duplo sentido com camisinha e Mandiocão, apelido do prefeito de Rio Bonito, José Luiz Alves Antunes, Mercadante levantou a inusitada tese de que o incêndio nos barracões pode ser atribuído ao aquecimento global.

CLARISSA THOMÉ E PEDRO DANTAS, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 17h57

Padilha esteve na quadra do Salgueiro, na Tijuca, zona norte, para lançar a campanha "Sem camisinha não dá", de incentivo ao uso do preservativo durante o carnaval. Acabou saindo do tom ao comentar o trabalho de seringueiros do Acre, que desde 2003 fazem camisinhas para o Ministério da Saúde.

"Fizeram um teste, viu Mandiocão?", disse ao prefeito, presente ao evento. "Eu vi isso lá. A camisinha que a gente produz no Acre resiste cinco vezes mais a todos os testes de pressão (em relação à camisinha importada). Essa camisinha que vocês viram na tevê, o Mandiocão pode usar com tranquilidade", brincou, provocando gargalhadas e gritos de "Viva Chico Mendes" na plateia.

Padilha vestiu a camiseta da escola - que tinha ainda o escudo do Flamengo -, posou com a porta-bandeira, mas esquivou-se de dar uma sambadinha. O clima de oba-oba, com direito à apresentação de passistas mirins, contrastou com o minuto de silêncio pedido pelo ministro em homenagem ao baixista Lenine, do grupo Reginho e Banda Surpresa, morto ontem em acidente com o ônibus que levava os músicos, na Bahia. O grupo gravou o jingle da campanha.

Já o ministro da Ciência e Tecnologia fez uma "visita de solidariedade" ao barracão da escola de samba União da Ilha, que no desfile deste ano homenageará o bicentenário do naturalista britânico Charles Darwin, autor das teorias da evolução e da seleção natural. Ilha, Portela e Grande Rio foram as escolas atingidas pelo incêndio na Cidade do Samba, que aconteceu no início do mês.

Ao falar sobre o enredo da Ilha, Mercadante surpreendeu ao relacionar o incêndio ao aquecimento global. "Talvez este incêndio seja um alerta do que representa este aquecimento global, da necessidade que nós temos de nos adaptar, tomar providências para reduzir as emissões e ter outra atitude com a natureza", avaliou. O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli sobre o incêndio deve ficar pronto na próxima semana, mas até hoje nenhuma autoridade havia mencionado a tese do aquecimento global como a causa do fogo.

Os dois ministros foram convidados a assistir ao desfile das escolas de samba. Padilha confirmou presença no sambódromo do Rio de Janeiro na segunda-feira. Mercadante prometeu "tentar" comparecer.

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