Padre torturado pelos militares inocenta papa

Franz Jalics, um dos dois padres jesuítas que supostamente teriam sido entregues por Bergoglio à ditadura militar argentina (1976-1983), negou a participação do atual papa no episódio. "O fato é que o padre Bergoglio não denunciou Orlondo Yorio nem a mim", disse Jalics em um comunicado divulgado em Berlim, onde vive. "Por algum tempo, eu mesmo estive inclinado a crer que éramos vítimas de uma denúncia, mas, ao final da década de 1990, depois de inúmeras conversas, ficou claro para mim que essa suspeita era infundada. Portanto, é um erro afirmar que nossa captura tenha ocorrido por iniciativa do padre Bergoglio."

O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h05

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, tem repetido que a Justiça argentina nunca acusou o agora papa Francisco de algum delito. Pelo contrário, afirma Lombardi: "Há muitas declarações que demonstram o quanto Bergoglio fez para proteger muitas pessoas nessa época." / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.