Padres mortos na ditadura poderão ser beatificados

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou ontem que seis padres e seminaristas argentinos, mortos nos primeiros meses da ditadura militar no país (1976-1983), poderão estar entre os primeiros a ser beatificados sob o pontificado do papa Francisco. Quando era ainda cardeal de Buenos Aires, Jorge Bergoglio lançou um processo em 2011 para a beatificação de Carlos de Dios Murias - sacerdote franciscano que teve os olhos arrancados e as mãos decepadas pelos militares na Província de La Rioja. Segundo o jornal La Stampa, após a morte de Murias, Bergoglio escondeu seminaristas procurados pelos militares no Colégio Máximo da Companhia de Jesus, em Buenos Aires. Além de Murias, Bergoglio apoiou o processo de beatificação de outros cinco religiosos - todos fuzilados na frente da Igreja de Sã Patrício, em Buenos Aires. Bergoglio foi questionado sobre sua participação na ditadura militar em seu país, o que obrigou o Vaticano a lançar uma operação para limpar seu nome. / AP

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