Paes ameaça romper contrato com empresas de ônibus

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse, no fim da manhã desta quinta-feira, 08, que cobrou do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio que coloque nas próximas horas pelo menos 70% da frota nas ruas, como consta no contrato de concessão do serviço, sob pena de multa e até mesmo cassação do contrato.

MARCELO GOMES E ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

08 de maio de 2014 | 12h48

Ele afirmou que as reivindicações dos grevistas devem ser tratadas com os empresários, já que eles não são funcionários da Prefeitura. Paes determinou que a Secretaria Municipal de Transporte elabora um plano de contingência para a volta para casa no fim do expediente nesta quinta.

Paes também pediu apoio da PM para evitar novas depredações de coletivos. De acordo com o sindicato, já foram depredados 325 coletivos desde o início da paralisação de motoristas e cobradores nesta quinta. A maior parte das ocorrências é relativa a quebra de parabrisas, janelas e retrovisores e a área da cidade mais afetada é a zona oeste, especialmente os bairros da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Por causa desses ataques e também pela falta de funcionários, apenas 30% da frota da capital está circulando.

O sindicato divulgou que uma cobradora da Viação Acari foi ferida com uma pedrada jogada por manifestantes. Ela recebeu atendimento médico na UPA de Marechal Hermes e foi liberada.

O prefeito não quis comentar se haveria motivação política por trás da paralisação.

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