Página de aluna ajuda a monitorar escola, diz secretária

A expressão peralta da foto de Isadora Faber, de 13 anos, na página Diário de Classe da rede social Facebook e seu relato sobre o cotidiano escolar conquistaram uma legião de fãs e problemas. Aluna da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, no Santinho, em Florianópolis, ela encarou as críticas com o respaldo de mais de 114 mil "curtidas" e agora tem uma aliada de peso: a secretária municipal de Educação, Sidneya Gaspar de Oliveira, em nota oficial, elogiou a iniciativa "brilhante e saudável" da adolescente, dizendo que "essa página veio nos auxiliar no monitoramento da escola. É uma espécie de ouvidoria", frisa.

KAZUO INOUE, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

28 de agosto de 2012 | 20h17

Isadora, aluna bem-comportada e de notas acima da média, criou a página no Facebook em 11 de julho, inspirada por uma página que sua irmã mais velha havia mostrado. Assim, a adolescente - embora com alguns erros de português - iniciou seu relato diário, ilustrado por fotos. Portas quebradas, fiação elétrica à vista, bebedouros inúteis e relacionamento péssimo com o professor de matemática, por exemplo, renderam rápida popularidade na rede e pressão na escola. Mas a menina é corajosa e não desistiu. Afinal, afirma, qualquer melhoria é para todos.

A diretora da escola, Liziane Diaz Farias, negou que tenha ocorrido qualquer represália contra a estudante por causa da página. De acordo com ela, o que ocorreu foi uma conversa com a mãe da adolescente sobre a existência da página no Facebook e o conselho para não utilizar imagens de alunos, funcionários e professores da escola: "Cada indivíduo tem o direito de ter a sua imagem preservada".

Liziane assumiu a responsabilidade pelos problemas revelados pela estudante: "Assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento". Ela também disse que fará um apelo à Associação de Pais e Professores para que ajudem principalmente na manutenção da estrutura física. Também quer fazer campanhas para conscientizar os alunos da necessidade de preservar o ambiente escolar.

Segundo a Secretaria de Educação, em julho foram trocadas 13 luminárias, que já foram novamente danificadas. Haverá também reparos nos banheiros e em outros setores da unidade. "Fizemos uma série de melhorias, mas infelizmente não houve a colaboração da comunidade escolar para evitar vandalismos, com a depredação do espaço", afirmou o diretor de Infraestrutura, Maurício Amorim Efe.

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