Pagodeiro acusado de matar mulher reaparece em SP

O pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, denunciado pelo Ministério Público (MP) e que está com a prisão preventiva decretada por homicídio, reapareceu hoje em São Paulo para reafirmar sua versão de que não matou a ex-mulher Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, em 2008. Ele não pode ser preso em razão da lei eleitoral. Na versão de Evandro e seu advogado, Andréia teria se jogado da janela com o filho do casal, Lucas.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 19h37

O pagodeiro, que atualmente mora no Nordeste, apareceu no escritório de seu advogado, Ademar Gomes, com peruca e barba falsa para não ser reconhecido. Segundo o relato, o casal voltou de um shopping, no dia do crime, e foram para o apartamento em que moravam sozinhos. O filho foi posto no quarto.

Ao abrir um garrafa de vinho, a mulher questionou o pagodeiro a respeito de um outro filho, recém-nascido, que ele teria com outra mulher. Ainda conforme a defesa, a esposa começou a agredir o marido verbalmente.

O casal discutiu e ela teria ido até a cozinha, pego uma faca e cortado a mangueira de gás. Evandro teria, então, tirado o utensílio da mão dela. A mulher saiu, e quando o pagodeiro se virou, ela, de acordo com a defesa, se jogou. Conforme o acusado, ele viu apenas o pé dela na janela.

Evandro então desceu as escadas e encontrou os vizinhos, que se aglomeravam em baixo do prédio. Pensando que o filho estava bem e com medo de ser linchado, ele fugiu.

Desenho

Evandro diz que o desenho que Lucas teria feito à polícia, de um homem segurando uma faca na frente da mulher, seria o momento em que ele desarmou Andréia. A defesa alega ainda que a porta estaria aberta, e a esposa poderia ter gritado ou pego um objeto para se defender.

De acordo com o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, responsável pelo caso, Evandro agrediu fisicamente a ex-mulher e anunciou que mataria Andréia e o filho. O MP pediu à Justiça pena de 30 anos de prisão por homicídio qualificado.

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