Pai confirma ter esquecido criança que morreu no carro

Ele será indiciado por homicídio culposo, em que não há a intenção de matar

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

07 de janeiro de 2008 | 18h52

O pai da criança que morreu asfixiada dentro de um carro confirmou, em depoimento prestado nesta segunda-feira, que esqueceu seu filho no banco traseiro do automóvel em Porto Alegre. O delegado substituto Andrei Luiz Vivan, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima do Rio Grande do Sul (Deca), disse que o homem, de 62 anos, será indiciado por homicídio culposo, em que não há a intenção de matar. A pena é de um a três anos de detenção, mas pode deixar de ser aplicada se o juiz entender que o pai já está castigado pela perda do filho.   "Como é um fato preliminar tratado como culposo em que pode não haver a penalização do Estado, não vamos informar os nomes dos envolvidos para evitar constrangimentos", explicou Vivan. O incidente ocorreu na tarde de sexta-feira. O pai deveria deixar o menino de dois anos e cinco meses na creche e seguir para o escritório logo depois, como fazia sempre. Só que dessa vez foi direto ao estacionamento da empresa onde trabalha, no bairro Cidade Baixa, e esqueceu a criança, que estava dormindo em sua cadeira de bebê no banco traseiro.   Ao retornar, duas horas depois, encontrou o menino desacordado, no chão do automóvel, e buscou socorro no Hospital Porto Alegre. O calor sufocante dentro do carro fechado havia matado a criança possivelmente por asfixia. A temperatura na rua era de mais de 30 graus e o dia estava ensolarado. O corpo foi enterrado no Cemitério João XXIII, de Porto Alegre, no sábado. Segundo Vivan, o pai está muito abalado e apesar de relatar estar vivendo um período de trabalho excessivo não encontra explicações para o esquecimento. Ele tem quatro filhos do primeiro casamento, mas esse era o único da segunda união.

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