Pai de Alexandre Nardoni diz que casal não irá à reconstituição

Decisão foi tomada pela defesa do casal e será cumprida pelos dois, que estão indiciados pela morte de Isabella

Camila Tuchlinski, da Agência Estado,

25 de abril de 2008 | 21h32

O advogado Antônio Nardoni, avô de Isabella, afirmou nesta sexta-feira, 25, que o seu filho Alexandre Nardoni e a mulher, Anna Carolina Jatobá - indiciados pela morte de Isabella Nardoni, que caiu do 6º andar do apartamento na zona norte de São Paulo - não comparecerão à reconstituição do crime, marcada para ocorrer neste domingo. A decisão já foi comunicada ao 9º Distrito Policial, que cuida da investigação do caso, segundo ele.   Veja também: Camiseta do pai tinha vômito da menina, diz JN Só casal é convocado para reconstituição 'Há mais que indícios' contra o casal, diz promotor Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso   Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella  "Essa foi uma decisão técnica da defesa. Alexandre e Anna Carolina disseram que o que a defesa definisse, eles cumpririam. Então, a defesa definiu que eles não vão comparecer. Até agora eles não têm criado dificuldade para a polícia fazer as investigações", declarou Antônio Nardoni.   "Só acho que eles não poderiam ir a um local onde eles não concordam com o que a polícia entende que seria correto. Eles têm a versão deles. É uma opção que a lei dá. Também, como pai, acho que eles não devem ir", afirmou. Mais cedo, um dos advogados do casal, Rogério Neres de Sousa, disse que a defesa ainda não havia decidido sobre a ida do casal à reconstituição do crime.Antônio Nardoni afirmou ainda que, ao lado dos advogados da defesa, está analisando os laudos periciais do Instituto de Criminalística (IC). "Os laudos da perícia não são conclusivos e não determinam de quem é o sangue no carro de Alexandre", disse. "Existem alguns pontos nos laudos que podem favorecer a defesa, mas não posso dizer quais no momento".   Para ele, o depoimento do casal na semana passada foi muito longo, o que tornou-o inconstitucional, já que, segundo ele, o Código de Processo Penal impede um depoimento de mais de quatro horas (foram mais de 17 horas de depoimento, somando as oitivas de Alexandre e Anna Carolina). Provas O avô de Isabella ainda fez questão de ressaltar que não apagou provas do crime. "Eu estive lá no apartamento no dia 31 à tarde (Isabella morreu no dia 29). Declarei isso à polícia. O apartamento estava liberado e eu poderia ter entrado. Mesmo assim, solicitei ao chefe dos investigadores e ele disse que não haveria problema. Eu estive lá, não mexemos e não alteramos nada. E um dado importante: a perícia constata que após o dia 30 não houve nenhuma alteração no local, o que confirma minha versão". Ele negou ainda que o filho tenha voltado ao apartamento e contou que só foi ao apartamento para pegar roupa dos filhos de Alexandre e Anna Carolina. "Depois que a polícia entrou no apartamento, deve ter verificado tudo lá. Aliás, se alguém mudou a cena do crime, deve ter sido a polícia, não nós", declarou.   Questionado sobre a possibilidade de a polícia pedir a prisão preventiva de seu filho e da nora, ele afirmou que não vê razão para essa medida. "Se houver o pedido, eu continuo acreditando que não existem os requisitos para o pedido da prisão preventiva", disse.

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